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Teresina

Advogado Vírgilio Queiroz tem neta sequestrada e relata angústia da família até o resgate

O professor, jornalista, e advogado Virgílio Queiroz, natural de Amarante, mas residente na capital Teresina narrou em seu blog e rede social a angústia que passou junto a sua família quando sua neta (o nome não será identificado para preservar a imagem da criança) de apenas sete meses de idade foi sequestrada pelo próprio pai identificado por Nicolau Waquim Terceiro, na sexta-feira 24 de agosto de 2018.

Leia o texto abaixo do relato feito por Virgílio Queiroz sobre a angústia que passou com a família até o reencontro de sua neta.

“Pensei muito em não escrever esse texto. Passaram dias de aflição. Dias terríveis onde se constata o que não se espera que um coração bom e humano possa praticar: ações tão covardes e doentias. Eu ouvia falar mas não acreditava que alguém fosse capaz de causar tanto mal a um ser humano, principalmente a uma criança de apenas sete meses de vida. Aconteceu comigo, com a minha neta. Foram dias desesperadores que jamais serão esquecidos.
Com clareza e resumo, vou contar o triste fato. No dia 24/08, minha filha teve a infelicidade de entregar a minha netinha de apenas sete meses a avó paterna que, dois dias antes, havia ligado e pedido para passar um dia com a mesma. A senhora Clotíldes Waquim (o nome da avó paterna de minha filha) recebeu a criancinha às 10:30 da manhã de sexta-feira prometendo entregá-la no final da tarde. Clotildes Waquim reside em Timon com o filho – Nicolau Waquim Terceiro, infelizmente o pai de minha neta.
Clotildes Waquim não respeita o prometido ao levar a criança, e o limite do horário estabelecido é ultrapassado. Às 18:00 h, a mãe da criança (em desespero) liga para saber o que houve. Clotildes pede que ela diga como se faz uma papinha para alimentar a menina. Minha filha retrocede e diz: “não precisa fazer papinha, me entregue minha filha que eu faço”. Clotildes diz que deseja fazer o alimento e, logo depois, entregar a nenem.
Não entregou. Minha filha, às 19:00 h, em desespero, liga para dona Clotildes e ela, calmamente, diz que está tudo bem e que seu filho foi passear com a nenem no shopping. As horas passam. Às 20:00 h a mãe da criança torna a ligar e Clotildes, com voz mansa e pausada, diz que seu filho viajou com a sua neta (uma criança de apenas sete meses de vida) para um local ignorado.
É importante acrescentar que o raptor tem antecedentes criminais e responde a processos. Na Área Criminal, em Teresina, por tentativa de homicídio. Em Timon por porte ilegal de arma. Além de sofrer medidas protetivas após agredir, covardemente, sua companheira. As agressões foram várias, até mesmo com a vítima com gravidez de dois meses.
Depois do último contato, por telefone, a avó paterna quedou-se. Inúmeras tentativas foram feitas no sentido de se saber o paradeiro da criança. Dona Clotildes Waquim não atendia mais o telefone. A angústia tomou conta da família, levando em consideração as ameaças feitas por watts pelo “sequestrador” que prometera, em mensagens anteriores ao fato narrado, tirar a vida de sua própria filha e logo depois se matar.
No sábado, pela manhã, fomos à cidade de Timon e falamos com o Conselho Tutelar e o Promotor Público. O Conselho Tutelar de Timon não obteve êxito no contato com a família. Chegou a noite e mais angústia. A criança ainda se alimenta, de forma complementar, com o leite materno. E isso era mais um motivo de preocupação por parte da mãe. 24 horas sem ver a filha e sabendo que a mesma poderia estar sofrendo maus tratos. Onde estaria a criança? Estaria sendo bem cuidada? Provavelmente não. O pai, em mensagem pelo celular, afirma, categoricamente, que faz uso de maconha (não sabemos de outra droga, ele disse apenas sobre o uso da maconha e álcool).
À noite o pai foragido posta nas redes sociais foto com a criança, dizendo estar em Luís Correia. Não diz o local e nem se consegue saber pela imagem algum detalhe de identificação. De qualquer forma um alívio para a pobre mãe que conseguiu ver a sua filhinha. No dia seguinte, domingo, peticionei uma Ação de Busca e Apreensão com pedido de liminar e entregamos ao Juiz de Plantão, no Fórum de Timon, Dr. Elismar. O Promotor, Dr. Eduardo Borges, imediatamente deu parecer favorável e foi emitida a liminar. O oficial de justiça se deslocou, acompanhado de policiais, até a casa do infrator para cumprir a ordem. Apesar de todo esse aparato e das tentativas de entregar a liminar através de fortes batidas no portão, sirene ligada, sinal de luz, não foi possível cumprir o mandado devido não aparecer ninguém para receber a ordem. É importante salientar que Nicolau Waquim falou ao oficial de justiça que se encontrava em Luís Correia naquele instante quando, na verdade, estava em Timon e ao ingressar na rua de sua residência, vendo a presença policial, deu meia volta e partiu em disparada. Era 21:30 quando ocorreu esse episódio.
Aproximadamente às 23:30, minha filha recebeu um telefonema de um membro da família dizendo que a menina estava na residência de um advogado, primo de Nicolau, de nome Einstein. Com o endereço, do citado advogado, nos deslocamos até a sua residência na Rua Alcides Freitas, 1980, bairro Marquês, Teresina – Piauí. É importante salientar que não foi o advogado quem telefonou para avisar que a menina se encontrava no endereço citado, e sim uma cuidadora que reside com a família desde pequena idade. A polícia nos acompanhou até a residência de Einstein e a minha sobrinha Consolação Granja – que nos acompanhou em todos esses passos, recebeu a criança, ao lado de policiais, das mãos de pessoas que se encontravam na casa. Não foi visto o Nicolau Waquim Terceiro e nem a sua mãe Clotildes Waquim, no momento da entrega da criança.
Recebemos a criança às 01:10, aproximadamente, de segunda-feira (27/08). Fomos ao médico para uma avaliação da saúde da criança. Ela se encontrava com marcas no corpo provocadas por radiações solares e assaduras profundas na região anal, inclusive com a presença  de grãos de areia. A criança foi levada ao médico que a acompanha em seu desenvolvimento e o mesmo constatou a perda de peso em 380 gramas durante os três dias longe da mãe e sem receber o leite materno como alimento complementar.
A minha neta está em fase de recuperação. Minha filha se encontra em sessões psicológicas devido a todo o sofrimento que passou. Eu, como disse, pensei em não escrever isso, mas o meu dever como pai, cidadão e profissional do direito, além de jornalista, fez-me produzir o texto para que o mesmo sirva de advertência às pessoas de bem, prevenindo-as de pessoas de má-fé que usam de artifícios para enganar e produzir o mal”.

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