Teresina

Infectologista do Piauí desaprova protocolo contra a Covid-19 usado em Floriano

Um protocolo de tratamento da Covid-19 a base de hidroxicloroquina e azitromicima desenvolvido pela médica piauiense Marina Bucar Barjud, que atua na linha de frente no combate à doença no Hospital HM Puerta del Sur, em Madrid, na Espanha, está sendo usado em pacientes do Hospital Regional Tibério Nunes, localizado em Floriano, no interior do Piauí, e desde então órgãos do município verificaram uma “melhora significativa” no quadro de saúde dos infectados.

Com o sucesso no tratamento de pacientes, a cidade de Floriano pasosu a distribuir o kit de hidroxicloroquina e azitromicima para pacientes fazerem o tratamento em casa. Porém essa decisão vem sendo bastante debatida entre os profissionais da saúde. Na tarde desta quinra-feira (14/05), o infectologista Dr. Kelson Veras participou do Jornal Agora, da Rede Meio Norte , através de uma vídeochamada, para falar sobre esse protocolo.

O Jornal Agora recebeu através de videochamada, o infectologista Keslson Veras para falar sobre protocolo de tratamento dos pacientes com covid-19 adotado pelo município de Floriano, onde há a  distribuição de kit de hidroxicloroquina e azitromicima para pacientes fazerem o tratamento em casa.

“Esse protocolo é uma criação da imaginação de pessoas, nós temos no mundo entidades médicas que estudam initerruptamente o problema da Covid, no Brasil nós temos principalmente a Sociedade Brasileira de Infectologia, e nos Estados Unidos a Sociedade de Doenças Infecciosas Americana, e também temos a Sociedade de Medicina Intensiva Brasileira e nos Estados Unidos temos a sua contra parte norte – americana, sem falar de uma infinidade de outros pesquisadores distribuídos nos mais importantes países no mundo. Esse protocolo foi uma criação de uma médica que ela achou que esses medicamentos, já usados para outras doenças, outras situações, poderiam ser eficazes, se baseando em mecanismo fisiopatológicos, mas não é assim que a ciência funciona.” afirma o Dr. Kelson Veras.

“Esse protocolo é uma criação da imaginação de pessoas, nós temos no mundo entidades médicas que estudam initerruptamente o problema da Covid, no Brasil nós temos principalmente a Sociedade Brasileira de Infectologia, e nos Estados Unidos a Sociedade de Doenças Infecciosas Americana, e também temos a Sociedade de Medicina Intensiva Brasileira e nos Estados Unidos temos a sua contra parte norte – americana, sem falar de uma infinidade de outros pesquisadores distribuídos nos mais importantes países no mundo. Esse protocolo foi uma criação de uma médica que ela achou que esses medicamentos, já usados para outras doenças, outras situações, poderiam ser eficazes, se baseando em mecanismo fisiopatológicos, mas não é assim que a ciência funciona.” afirma o Dr. Kelson Veras.

Segundo o infectologista, apesar da Covid-19 ser uma doença nova, a sua forma mais grave e que leva a morte é conhecida há décadas como Sépse, porém até o momento nenhum dos tratamentos testados funcionaram. 

“A Covid-19 é uma doença nova, mas essa forma grave que a doença causa, é a sepse, uma doença conhecida pelos médicos há décadas e amplamente estudada, infelizmente até o momento atual nós não temos um tratamento que funcione, todos esses que a Dr. Marina Bucar propõe já foram testados antes, mas não funcionaram. Antes que a população fique em dúvidas, ‘mas como assim já foi testado antes?’ é como eu falei, nós temos a Covid, que pode ser sem sintomas, pode ser uma gripe, pode ser uma pneumonia ou pode ser uma sepse, que é a forma grave que mata. E sepse tem mil causas, e nenhuma dessas causas é tratável, uma vez que desenvolve sepse o que nós podemos fazer é cuidados intensivos, colocar na UTI e tentar manter a pessoa viva.” afirma o médico.

 Aguarde mais informações!

Fonte: Meio Norte

Related posts

Cantor piauiense, Bill Balla, se envolve em acidente na zona Leste de Teresina

Moisés Costta

Coronavírus: Firmino Filho suspende serviços não essenciais na cidade de Teresina

Moisés Costta

MST divulga nota em apoio a estudantes camponeses no Piauí; entenda!

Moisés Costta