Diversidade

29 de janeiro, Dia Nacional da Visibilidade Trans: pelo fim do fundamentalismo transfóbico!

Manifestantes participam de ato no Dia Nacional da Visibilidade Trans, na Avenida Paulista, em São Paulo

Diante de tempos de injustiças e retrocessos, nunca foi tão importante falar sobre fundamentalismos. Políticos conservadores, pautados em suas moralidades religiosas, só têm aberto ainda mais as feridas das desigualdades sociais. Além disso, diversos direitos conquistados pela sociedade brasileira vêm sendo ceifados após o golpe de 2016.

Hoje, 29 de janeiro, é celebrado o Dia Nacional da Visibilidade Trans. Em 29 de janeiro de 2004, travestis e transexuais estiveram no Congresso Nacional para levar suas demandas aos parlamentares. Na data foi lançada a campanha do Ministério da Saúde “Travesti e Respeito – Já é hora dos dois serem vistos juntos”.

A partir de então é celebrado nessa data o Dia Nacional da Visibilidade Trans. Que ele abra também a possibilidade de lutarmos por um Estado laico de fato, que respeite os direitos e a dignidade de todas as pessoas e não legisle sob qualquer perspectiva religiosa. Porque o fundamentalismo que controla a vida das mulheres é o mesmo que discrimina e assassina LGBTI’s cotidianamente, principalmente travestis e transexuais: é preciso lembrar que o Brasil é o país que mais mata essa população do mundo, de acordo com a ONG Transgender Europe (TGEU).

Lembremos de todas as pessoas trans vítimas do ódio e do preconceito, assassinadas e excluídas nessa sociedade que ainda é machista, misógina, racista e patriarcal. Mas lembremos também de todas as outras travestis, mulheres transexuais e homens trans vivos que existem e resistem todos os dias, lutando por mais dignidade e respeito.

Cotidianamente, travestis e transexuais têm seus direitos mais básicos violados, como o acesso à educação, saúde e trabalho digno. Além disso, o Brasil ocupa o vergonhoso topo no ranking mundial de assassinatos de pessoas trans.

Toda essa violência também é endossada pelo discurso religioso fundamentalista, agora institucionalizado pelo atual governo eleito que, recentemente, retirou do site do Ministério da Saúde uma cartilha sobre saúde voltada a homens trans, negando acesso à saúde e à informação a essa população tão invisibilizada.

Que nenhuma religião sirva de pretexto para a perpetuação de violências. Não acreditamos em uma fé que fere, que exclui e que mata. Mais do que nunca precisamos afirmar: o Estado é LAICO.

Respeito e dignidade a todas as pessoas trans!

Fonte: Católicos pelo Direito de Decidir

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