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Esperança Garcia, a primeira advogada do Piauí é homenageada pela Mangueira

O desfile da Mangueira na noite desta segunda-feira (4) na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, foi marcado por homenagens. Uma delas foi especial para o Piauí e lembrou a escrava Esperança Garcia, considerada a primeira advogada do estado. A personagem histórica ganhou vida na fantasia e entusiamo da rainha de bateria Evelyn Bastos.

Lindo de ver a história de Esperança Garcia sendo contada pra tanta gente! Mais bonito ainda é ver o trabalho de tanta gente amiga que construiu a Comissão da Verdade da Escravidao Negra da OAB/PI trazido como parte dessa história.

Publicado por Marcelo Filho em Terça-feira, 5 de março de 2019

“A Esperança Garcia hoje na minha fantasia representa o pobre, o favelado e, sobretudo, a mulher negra, porque nosso comprovante de residência já sofre um preconceito.Mas resolvemos retratá-la em forma de rainha. É uma homenagem”, disse Evelyn em entrevista à imprensa carioca.

Esperança Garcia foi uma mulher escravizada que viveu na região de Oeiras, na fazenda de Algodões, cerca de 300 km de Teresina. Sua história se destaca por sua coragem em ter denunciado os maus tratos sofridos por ela, suas companheiras e filhos, por meio de uma carta ao governador da Capitania de São José do Piauí, Gonçalo Lourenço Botelho de Castro. A petição é datada de 06 de setembro de 1770.

A escrava ganhou título simbólico de primeira mulher advogada do Piauí no dia 27 de julho de 2017, após decisão do Conselho Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil, secção Piauí. O requerimento de concessão do título foi feito pela Comissão da Verdade da Escravidão Negra da OAB-PI.

Fonte: Cidade Verde

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