Piauí

Risco de conflito armado por terras no Sul do Piauí preocupa Aprosoja

Alzir Neto, presidente da Aprosoja do Piauí

O município de Ribeiro Gonçalves, localizado na região sul do Piauí, está vivendo momentos de medo após escoltas armadas oriundas do Estado de Pernambuco serem vistas rondando o Fórum do município, na noite desta quinta-feira (17). O clima de tensão na região tem preocupado a Associação de Produtores de Soja do Piauí (APROSOJA) devido a possibilidade de conflito armado depois de uma decisão judicial que derrubou a reintegração de posse de uma área a um proprietário que não comprovou ter documento algum da área. 

De acordo com o presidente da Aprosoja Piauí, Alzir Neto, que está acompanhado a situação neste momento na cidade de Baixa Grande, produtores de soja da região acreditam que o caso possa ter ligação com a operação Faroeste deflagrada na Bahia e que o mesmo esquema de grilagem de terras possa estar atuando no Piauí.

Alzir Neto, presidente da Aprosoja do Piauí

“Nós estamos aqui na região, onde uma decisão que ao nosso ver, equivocada, está gerando a maior insegurança jurídica, podendo desvelar um conflito perigoso nunca visto antes. Tivemos a informação de que havia pessoas armadas rondando o fórum de Ribeiro Gonçalves, especuladores, grileiros; esse tipo de gente que temos tentado afastar do estado do Piauí. É uma situação muito delicada. É uma situação que a gente precisa responder com a maior rigorosidade possível, porque não é possível que uma área como essa que tem dois títulos legítimos do governo para o mesmo proprietário, ter essa área reintegrada em uma posse que nunca existiu de um grupo de pessoas que nem sequer tem nenhum documento.  É preocupante. Ao que tudo indica, trata-se da mesma gangue da Bahia, da operação Faroeste”, disse. Segundo ele, todas as autoridades do Piauí já foram informadas da iminência de um conflito armado. 

Alzir Neto se diz bastante preocupado com o atual cenário, devido aos investimentos feitos na região e o perigo a que as pessoas que ali trabalham e produzem estão submetidas. “É um cenário que afasta o investidor, o produtor e no meio de um plantio, um produtor está passando algo como esse, é complicado. Isso assusta o investidor, em uma área que já foi investida mais de R$ 20 milhões, que hoje conta com 80 colaboradores, famílias que estão nessa área postas a insegurança e risco de vida e morte. Nós alertamos as autoridades e sensibilizamos o governo que tome providências”, reitera. 

O posicionamento da Aprosoja é que a situação seja resolvida. “Torcemos que esses equívocos sejam resolvidos e tenham um desfecho para que não culmine em algo mais grave. A Aprosoja se posiciona contra esses criminosos que tem tentado entrar em nosso estado. Acreditamos na justiça e que o governo vai buscar uma alternativa”, finaliza Alzir Neto.

Fonte: Meio Norte

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