Política

Sem acordo, reforma da Previdência perderá 3 votos de parlamentares do Piauí

O governador Wellington Dias (PT) comentou nesta terça-feira (2) alguns avanços no texto da reforma da Previdência, no entanto, a principal reivindicação ainda não foi alvo de consenso com os líderes dos partidos e o relator da proposta. Os Estados e municípios continuam fora do projeto e, ao que tudo indica, o plenário da Câmara Federal é quem baterá o martelo.

Wellington Dias e o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), dois dos chefes de executivos estaduais  que se reuniram com o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, não se comprometeram com a quantidade de votos que seriam adicionados à proposta por conta da articulação dos governadores. O petista informou que cada estado apresentou uma estimativa de votos adicionais ao texto, mas que os líderes teriam que conseguir convencer os deputados. No caso do Piauí, três parlamentares poderiam mudar de posição caso a reforma também tenha validade para servidores estaduais e municipais.

“Abrimos o entendimento. O primeiro passo foi retirar toda uma carga colocada sobre os mais pobres: os rurais, o BPC.  Isso foi melhorado. A parte da capitalização era outro ponto de divergência e também foi acatado pelo relator”, disse o governador.

Outro avanço, segundo o governador, foi a desconstitucionalização do sistema previdenciário. “Não aceitamos a desconstitucionalização como estava no texto que chegou ao parlamento. Tivemos um melhoramento do texto para garantir um contrato de longo prazo”, disse Wellington Dias, ressaltando benefício para algumas categorias como professores e policiais.

“Tivemos um avanço importante de ontem pra hoje no sentido de ter uma cobertura do déficit, poder ter capacidade de investimento. Tivemos avanços nas propostas de receitas novas e vamos agora aguardar a decisão dos líderes. Eles aceitam ou não manter os estados e municípios?”, questionou o governador.

Após a reunião com os governadores, três dos principais líderes do Centrão disseram que os Estados e municípios devem ficar fora do relatório da reforma da Previdência.

Fonte: cidadeverde.com

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